Tava lendo o mangá MPD Psycho esses dias atrás e comecei a perceber algo muito interessante e verdadeiro, era algo sobre como a inteligência pode influenciar diretamente na felicidade de uma pessoa. Analisando bem, isso é tão antigo (e sombrio) quanto o pensamento humano. Já no Gênesis bíblico (que para mim é uma grande e interessante metáfora) existe uma referência a essa pergunta. O fruto proíbido tinha o nome de “Fruto do Conhecimento” e quando este foi comido por Adão e Eva eles tiveram grande sofrimento. Hummm, mas o que isso quer dizer?
Quando a nossa existência é baseada em racionalismo, realismo, ou seja lá do que desejem chamar, nos tornam pessoas amargamente infelizes.
Pensar enlouquece, entristece, machuca. Criamos enormes conexões para sistematizar a vida e o mundo. Com isso acabamos percebendo como o ser humano é falho, como nós mesmos somos falhos e como aqueles de quem dependemos e queremos bem também são falhos. Vemos tambem que apesar de tudo que possamos fazer e/ou tentar melhorar, o mundo e o homem jamais serão perfeitos
Vale a pena ser inteligente e, graças a isso, sofrer? Ou será que é melhor desconhecer os podres do mundo e somente sorrir diante da própria ignorância? Eu tenho tentado me equilibrar num caminho mediano. Eu (acho que) conheço minha mente, até onde minha cabeça tenta e pode me levar quando eu a deixo pensar.
Existem formas e formas simples porém, muito perigosas de se tentar emburrecer temporariamente e assim buscar abraçar por algum tempo aquela satisfação chamada felicidade. Desvinculamento com o mundo é um exemplo, seja bebendo, seja saindo com pessoas diferentes, seja simplesmente ligando um interruptor do foda-se na cabeça e deixando todo o resto pra lá. Mas é sempre temporário, não adianta, sempre que se consigue manter por algum tempo o seu demônio enjaulado ele vai se voltar revigorado contra você, sedento por sistematizações e novamente me vejo pensando, e como alguém disse e uso essa frase repetidamente: pensar enlouquece.
Já convivi e ainda convivo com algumas pessoas, digamos, que não possuem o demônio em suas cabeças, ou se possuem o ignoram completamente. E eu vejo, claramente, como essas pessoas são mais satisfeitas com a vida e, por ignorarem, são mais felizes. Isso sem contar aquelas pessoas que almejam muito pouco, beirando até a mesquinharia, mas mesmo assim são felizes. A despreocupação delas gera uma falta de preocupação com coisas que seriam motivos de preocupação para alguns, a burrice delas os torna mais realizados com necessidades menores que as daqueles que são inteligentes, a retardadísse deles os tornam até melhores, que aqueles que são inteligentes.
Sinceramente, nego a minha própria inteligência. Desligo a chave geral e assim consigo rir da desgraça e do pouco e me satisfazer muito com isso. Até admiro e, de certa forma, invejo quem não se preocupa com isso e simplesmente é feliz. Mas certamente estou seguindo pela trilha do meio, as vezes me “emburreço” para rir dessa coisa que chamamos mundo e quem sabe ser aquilo que chamamos feliz.
By Tux
Ps: Agora antes que me venham falar merda, entendam, burrice e inteligência são conceitos muito mais amplos que simplesmente notas em faculdades e essas coisas. Nota em faculdade, muitas vezes é baseada na repetição e reprodução daquilo que se aprende. Inteligência na minha visão e de muitos outros é uma forma de raciocínio e não de reprodução. Pensar é ser inteligente. Burrice é ignorar o que está a sua volta e o que te cerca, fechar os olhos para tudo além do teu próprio umbigo. Logo, para aqueles que se sintam ofendidos, entendam primeiro os significados das coisas, para quem sabe depois, continuarem ofendidos. =]
