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"Para muitas pessoas, a felicidade é semelhante a uma bola: querem-na de todo jeito e, quando a possuem, dão-lhe um chute."

Mário Glaab

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Vol.8 - Sendo Inteligentemente Burro

Tava lendo o mangá MPD Psycho esses dias atrás e comecei a perceber algo muito interessante e verdadeiro, era algo sobre como a inteligência pode influenciar diretamente na felicidade de uma pessoa. Analisando bem, isso é tão antigo (e sombrio) quanto o pensamento humano. Já no Gênesis bíblico (que para mim é uma grande e interessante metáfora) existe uma referência a essa pergunta. O fruto proíbido tinha o nome de “Fruto do Conhecimento” e quando este foi comido por Adão e Eva eles tiveram grande sofrimento. Hummm, mas o que isso quer dizer?

Quando a nossa existência é baseada em racionalismo, realismo, ou seja lá do que desejem chamar, nos tornam pessoas amargamente infelizes.

Pensar enlouquece, entristece, machuca. Criamos enormes conexões para sistematizar a vida e o mundo. Com isso acabamos percebendo como o ser humano é falho, como nós mesmos somos falhos e como aqueles de quem dependemos e queremos bem também são falhos. Vemos tambem que apesar de tudo que possamos fazer e/ou tentar melhorar, o mundo e o homem jamais serão perfeitos

Vale a pena ser inteligente e, graças a isso, sofrer? Ou será que é melhor desconhecer os podres do mundo e somente sorrir diante da própria ignorância? Eu tenho tentado me equilibrar num caminho mediano. Eu (acho que) conheço minha mente, até onde minha cabeça tenta e pode me levar quando eu a deixo pensar.

Existem formas e formas simples porém, muito perigosas de se tentar emburrecer temporariamente e assim buscar abraçar por algum tempo aquela satisfação chamada felicidade. Desvinculamento com o mundo é um exemplo, seja bebendo, seja saindo com pessoas diferentes, seja simplesmente ligando um interruptor do foda-se na cabeça e deixando todo o resto pra lá. Mas é sempre temporário, não adianta, sempre que se consigue manter por algum tempo o seu demônio enjaulado ele vai se voltar revigorado contra você, sedento por sistematizações e novamente me vejo pensando, e como alguém disse e uso essa frase repetidamente: pensar enlouquece.

Já convivi e ainda convivo com algumas pessoas, digamos, que não possuem o demônio em suas cabeças, ou se possuem o ignoram completamente. E eu vejo, claramente, como essas pessoas são mais satisfeitas com a vida e, por ignorarem, são mais felizes. Isso sem contar aquelas pessoas que almejam muito pouco, beirando até a mesquinharia, mas mesmo assim são felizes. A despreocupação delas gera uma falta de preocupação com coisas que seriam motivos de preocupação para alguns, a burrice delas os torna mais realizados com necessidades menores que as daqueles que são inteligentes, a retardadísse deles os tornam até melhores, que aqueles que são inteligentes.

Sinceramente, nego a minha própria inteligência. Desligo a chave geral e assim consigo rir da desgraça e do pouco e me satisfazer muito com isso. Até admiro e, de certa forma, invejo quem não se preocupa com isso e simplesmente é feliz. Mas certamente estou seguindo pela trilha do meio, as vezes me “emburreço” para rir dessa coisa que chamamos mundo e quem sabe ser aquilo que chamamos feliz.

By Tux

Ps: Agora antes que me venham falar merda, entendam, burrice e inteligência são conceitos muito mais amplos que simplesmente notas em faculdades e essas coisas. Nota em faculdade, muitas vezes é baseada na repetição e reprodução daquilo que se aprende. Inteligência na minha visão e de muitos outros é uma forma de raciocínio e não de reprodução. Pensar é ser inteligente. Burrice é ignorar o que está a sua volta e o que te cerca, fechar os olhos para tudo além do teu próprio umbigo. Logo, para aqueles que se sintam ofendidos, entendam primeiro os significados das coisas, para quem sabe depois, continuarem ofendidos. =]

domingo, 13 de setembro de 2009

Vol.7 - Fases criativas



Eu tinha largado o blog de lado. Depois de quase um ano, sei lá exatamente o motivo, o blog voltou a minha cabeça... Tá na verdade o ponto final foi o Erick e a Baapy me animando pra mudar pro blogspot. De agosto de 2008 pra cá aconteceu um monte de coisa na minha vida e ao mesmo tempo parece que nada, ou melhor, quase nada mudou realmente. Mas enfim, pretendo voltar a postar aqui pelo menos semanalmente. Eu resolvi voltar por causa das coisas que eu vim passando ultimamente e que renderiam bons posts no blog.

Esses dias fiquei pensando em como funcionam exatamente meus processos criativos. Deixe-me explicar melhor. Eu como pessoa, sempre sem querer me envolvi com “arte”. Sempre escrevi verso, poesia, contos, depois me envolvi com música. Apesar de não me ver como artista atualmente me vejo envolvido mais com o lado emocional/irracional que com o lado técnico/racional.

Mas por mais incrível que pareça as vezes simplesmente me transformo. Ou travo. Não consigo romper minhas próprias barreiras e deixo de ser criativo. Caio nas repetições. Como um vício, fico a+b e raras as vezes consigo pular do b para o c. Viro quase uma máquina de repetição, linha de montagem, operário e não criador.

E lendo sobre coisas relacionadas a criatividade, li várias e várias vezes que “95% é transpiração e 5% é inspiração”. Acho o contrário. Parte técnica, de música, de poesia, de conto, prosa, crônica, no fundo é, e isso é uma percepção que tive durante esse ano, algo como andar de bicicleta. Você aprende, treina e fica cada vez mais seguro disso. Mas ela por si só não te entrega uma bela poesia, um conto fantástico, um hit. Ela te faz ser simplesmente tecnicamente perfeito, mas e atingir a “alma” do que aprecia sua obra? Existe técnica?

Claro, retirando as fórmulas batidas, repetições babadas de palavras, notas, melodias e harmonias, técnica nenhuma faz de ninguém um blockbuster. E ainda que você saiba todos as fórmulas de cativar o público não existe como, somente trabalhando nas formuletas, chegar aos grandes hits. Você pode fazer algum relativo sucesso mas vai se transformar em mais um, num mercado musical cada vez mais pulverizado? Num mundo virtual tão amplo? Nada além, nada além.

Será que todos os “artistas” passam por essas fases criativas? Como se existisse uma cota de assuntos? Não sei se isso acontece comigo pelo simples fato de eu, como posso dizer sem parecer estranho ou simplesmente maluco, me isolar de tempos em tempos do mundo, parar de me relacionar com as coisas externas e gastar tudo que eu tenho e então, novamente, procurar por motivações, buscar inspirações, renovar meu cérebro. Ou se na verdade, eu penso que é assim mas mesmo que se eu estivesse inserido num mundo, rodeado de coisas novas inevitavelmente eu passaria por períodos de excassez criativa.

O maior problema hoje para mim é minha falta, por incrível que pareça apesar do abandono do blog, de foco. Eu passo por excassez criativa, mas consigo escrever poesias. Faço três ou quatro coisas, gasto minha criatividade em N coisas, mas naquilo que eu preciso ser criativo me torno simplesmente repetitivo, revejo o que já fiz e acabo fazendo o mesmo, com outra roupa, mas o mesmo. E claro, hoje, estou na mingua da minha criatividade, nem poesia, nem música. Talvez eu precise de umas férias da minha cabeça, quem sabe eu volte a ser criativo.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Vol.6 - In-Existência



Queria escrever e conseguir colocar de uma forma em que todos compreendam tudo que eu tenho pensado nessas ultimas semanas, hoje, principalmente. É engraçado como nosso pensamento foge pros cantos escuros do cérebro e acaba só saindo um emaranhado de palavras confusas.


Mas vamos lá...

Sabem de uma coisa? Acho que eu poderia simplesmente pegar tudo e jogar pro alto, deixando assim uma vida pra trás, uma história e um mundo. Começar de novo...

Nunca!

Ao fazer isso eu acabaria inexistindo. Como estrelas que somem num céu sem núvens em que ninguem nem se dá conta que sumiram. Ou vai me dizer que você percebe algo que se apaga num lugar onde todo dia nasce mais uma luz?


Mas, com o passar dos dias eu percebi que não existe uma real forma de inexistir. Você pode apagar seu passado, mudar de estado, país, planeta, galáxia… (Tá viajei...) Mas e em seu interior? A sua existência anterior ao radicalismo da mudança continuará a martelar, não adianta, erros anteriores voltarão, tristezas, alegrias e acertos. Será a sua existência dentro da inexistência. Você estar com um grande WTF na cabeça, não? Vamos simplificar...

Estou falando (ou escrevendo, whatever, você entendeu) sobre nossa existência.

A nossa consciência vai continuar existindo independentemente da nossa inexistência para os outros. Você pode fazer tudo "nas coxas" e destruir todas as coisas que você fez, manchar sua “maravilhosa imagem”, perder a confiança de todos (temos exemplos próximos e/ou recentes, não temos?).
Não adianta, as pessoas que você um dia prejudicou, ou que sabem de algo daquilo que você se envergonha, se esquecerão de você um dia, isso é fácil, basta mudar o círculo de amigos, cidade, local de trabalho. Mas e você? Se esquecerá disso?

Como citei no início do post. Jogar tudo para o alto e inexistir é muito fácil, muito facil. Mas será que conseguiremos deixar tudo para trás. Podemos até superar traumas, vergonhas, erros e até é até possível aprender com eles. Mas e esquecer? Ser outra pessoa diferente? Só apagando a própria e real existência. Sem querer ser trágico e dramático, mas só a morte nos libertaria da nossa própria existência. Então, você que leu isso, acostume-se com suas próprias frustrações, porque essa tal de vida real é aquele tipo de jogo que não tem save ou password, não tem extra-life ou credits, nem mesmo gameshark. Talvez, se isso existisse, seria muito fácil e muito sem graça...

By Tux

ps: Eu ia postar esse texto a quase um mês atrás. Estava incompleto e muito mais sem sentido, mas acontecimentos recentes (que nem são mais recentes, assim) me ajudaram a termina-lo...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vol.5 - Mulheres



Acho que todos nos esforçamos desgraçamente para quem sabe assim enriquecer, não? Talvez ficar famoso?

A verdade é que o meu objetivo, e talvez o do todos nós, é mais puramente encontrar alguem...
Eu, enquando homem, tenho vivido os ultimos tempos em função disso.
As vezes pensando o dia inteiro, algo acumulado que eu devesse, talvez, ter pensado mais a vida inteira, pelo menos até agora.

Existe um dito que, para mim, já está mais que envelhecido ‘atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher’, hoje eu diria que "na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher". Sim, é você, mulher, quem impulsiona o mundo. Você quem tem o poder e não o homem.

Mulheres, ah mulheres... Seu cheirinho é sempre gostoso, mesmo que seja só o seu xampu.

Vocês tem o jeitinho de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito e a facilidade de caber em nossos braços, nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.

Sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo, apesar disso, levam horas para se vestir... Apesar que, pensando bem, no final vale a pena... Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio ou o fato de nos darem um tapa achando que vai doer, quando não falamos o que elas querem ouvir.

É incrivel como elas estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora ou o modo que tem de sempre encontrar a nossa mão e o brilho nos seus olhos quando sorriem.

O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram ou a maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.

Sua ternura, o modo como nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza ou quando te dizemos ‘eu te amo’.

O jeitinho de dizerem ‘estou com saudades’.
As saudades que sentimos delas.