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"Para muitas pessoas, a felicidade é semelhante a uma bola: querem-na de todo jeito e, quando a possuem, dão-lhe um chute."

Mário Glaab

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Vol.8 - Sendo Inteligentemente Burro

Tava lendo o mangá MPD Psycho esses dias atrás e comecei a perceber algo muito interessante e verdadeiro, era algo sobre como a inteligência pode influenciar diretamente na felicidade de uma pessoa. Analisando bem, isso é tão antigo (e sombrio) quanto o pensamento humano. Já no Gênesis bíblico (que para mim é uma grande e interessante metáfora) existe uma referência a essa pergunta. O fruto proíbido tinha o nome de “Fruto do Conhecimento” e quando este foi comido por Adão e Eva eles tiveram grande sofrimento. Hummm, mas o que isso quer dizer?

Quando a nossa existência é baseada em racionalismo, realismo, ou seja lá do que desejem chamar, nos tornam pessoas amargamente infelizes.

Pensar enlouquece, entristece, machuca. Criamos enormes conexões para sistematizar a vida e o mundo. Com isso acabamos percebendo como o ser humano é falho, como nós mesmos somos falhos e como aqueles de quem dependemos e queremos bem também são falhos. Vemos tambem que apesar de tudo que possamos fazer e/ou tentar melhorar, o mundo e o homem jamais serão perfeitos

Vale a pena ser inteligente e, graças a isso, sofrer? Ou será que é melhor desconhecer os podres do mundo e somente sorrir diante da própria ignorância? Eu tenho tentado me equilibrar num caminho mediano. Eu (acho que) conheço minha mente, até onde minha cabeça tenta e pode me levar quando eu a deixo pensar.

Existem formas e formas simples porém, muito perigosas de se tentar emburrecer temporariamente e assim buscar abraçar por algum tempo aquela satisfação chamada felicidade. Desvinculamento com o mundo é um exemplo, seja bebendo, seja saindo com pessoas diferentes, seja simplesmente ligando um interruptor do foda-se na cabeça e deixando todo o resto pra lá. Mas é sempre temporário, não adianta, sempre que se consigue manter por algum tempo o seu demônio enjaulado ele vai se voltar revigorado contra você, sedento por sistematizações e novamente me vejo pensando, e como alguém disse e uso essa frase repetidamente: pensar enlouquece.

Já convivi e ainda convivo com algumas pessoas, digamos, que não possuem o demônio em suas cabeças, ou se possuem o ignoram completamente. E eu vejo, claramente, como essas pessoas são mais satisfeitas com a vida e, por ignorarem, são mais felizes. Isso sem contar aquelas pessoas que almejam muito pouco, beirando até a mesquinharia, mas mesmo assim são felizes. A despreocupação delas gera uma falta de preocupação com coisas que seriam motivos de preocupação para alguns, a burrice delas os torna mais realizados com necessidades menores que as daqueles que são inteligentes, a retardadísse deles os tornam até melhores, que aqueles que são inteligentes.

Sinceramente, nego a minha própria inteligência. Desligo a chave geral e assim consigo rir da desgraça e do pouco e me satisfazer muito com isso. Até admiro e, de certa forma, invejo quem não se preocupa com isso e simplesmente é feliz. Mas certamente estou seguindo pela trilha do meio, as vezes me “emburreço” para rir dessa coisa que chamamos mundo e quem sabe ser aquilo que chamamos feliz.

By Tux

Ps: Agora antes que me venham falar merda, entendam, burrice e inteligência são conceitos muito mais amplos que simplesmente notas em faculdades e essas coisas. Nota em faculdade, muitas vezes é baseada na repetição e reprodução daquilo que se aprende. Inteligência na minha visão e de muitos outros é uma forma de raciocínio e não de reprodução. Pensar é ser inteligente. Burrice é ignorar o que está a sua volta e o que te cerca, fechar os olhos para tudo além do teu próprio umbigo. Logo, para aqueles que se sintam ofendidos, entendam primeiro os significados das coisas, para quem sabe depois, continuarem ofendidos. =]

domingo, 13 de setembro de 2009

Vol.7 - Fases criativas



Eu tinha largado o blog de lado. Depois de quase um ano, sei lá exatamente o motivo, o blog voltou a minha cabeça... Tá na verdade o ponto final foi o Erick e a Baapy me animando pra mudar pro blogspot. De agosto de 2008 pra cá aconteceu um monte de coisa na minha vida e ao mesmo tempo parece que nada, ou melhor, quase nada mudou realmente. Mas enfim, pretendo voltar a postar aqui pelo menos semanalmente. Eu resolvi voltar por causa das coisas que eu vim passando ultimamente e que renderiam bons posts no blog.

Esses dias fiquei pensando em como funcionam exatamente meus processos criativos. Deixe-me explicar melhor. Eu como pessoa, sempre sem querer me envolvi com “arte”. Sempre escrevi verso, poesia, contos, depois me envolvi com música. Apesar de não me ver como artista atualmente me vejo envolvido mais com o lado emocional/irracional que com o lado técnico/racional.

Mas por mais incrível que pareça as vezes simplesmente me transformo. Ou travo. Não consigo romper minhas próprias barreiras e deixo de ser criativo. Caio nas repetições. Como um vício, fico a+b e raras as vezes consigo pular do b para o c. Viro quase uma máquina de repetição, linha de montagem, operário e não criador.

E lendo sobre coisas relacionadas a criatividade, li várias e várias vezes que “95% é transpiração e 5% é inspiração”. Acho o contrário. Parte técnica, de música, de poesia, de conto, prosa, crônica, no fundo é, e isso é uma percepção que tive durante esse ano, algo como andar de bicicleta. Você aprende, treina e fica cada vez mais seguro disso. Mas ela por si só não te entrega uma bela poesia, um conto fantástico, um hit. Ela te faz ser simplesmente tecnicamente perfeito, mas e atingir a “alma” do que aprecia sua obra? Existe técnica?

Claro, retirando as fórmulas batidas, repetições babadas de palavras, notas, melodias e harmonias, técnica nenhuma faz de ninguém um blockbuster. E ainda que você saiba todos as fórmulas de cativar o público não existe como, somente trabalhando nas formuletas, chegar aos grandes hits. Você pode fazer algum relativo sucesso mas vai se transformar em mais um, num mercado musical cada vez mais pulverizado? Num mundo virtual tão amplo? Nada além, nada além.

Será que todos os “artistas” passam por essas fases criativas? Como se existisse uma cota de assuntos? Não sei se isso acontece comigo pelo simples fato de eu, como posso dizer sem parecer estranho ou simplesmente maluco, me isolar de tempos em tempos do mundo, parar de me relacionar com as coisas externas e gastar tudo que eu tenho e então, novamente, procurar por motivações, buscar inspirações, renovar meu cérebro. Ou se na verdade, eu penso que é assim mas mesmo que se eu estivesse inserido num mundo, rodeado de coisas novas inevitavelmente eu passaria por períodos de excassez criativa.

O maior problema hoje para mim é minha falta, por incrível que pareça apesar do abandono do blog, de foco. Eu passo por excassez criativa, mas consigo escrever poesias. Faço três ou quatro coisas, gasto minha criatividade em N coisas, mas naquilo que eu preciso ser criativo me torno simplesmente repetitivo, revejo o que já fiz e acabo fazendo o mesmo, com outra roupa, mas o mesmo. E claro, hoje, estou na mingua da minha criatividade, nem poesia, nem música. Talvez eu precise de umas férias da minha cabeça, quem sabe eu volte a ser criativo.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Vol.6 - In-Existência



Queria escrever e conseguir colocar de uma forma em que todos compreendam tudo que eu tenho pensado nessas ultimas semanas, hoje, principalmente. É engraçado como nosso pensamento foge pros cantos escuros do cérebro e acaba só saindo um emaranhado de palavras confusas.


Mas vamos lá...

Sabem de uma coisa? Acho que eu poderia simplesmente pegar tudo e jogar pro alto, deixando assim uma vida pra trás, uma história e um mundo. Começar de novo...

Nunca!

Ao fazer isso eu acabaria inexistindo. Como estrelas que somem num céu sem núvens em que ninguem nem se dá conta que sumiram. Ou vai me dizer que você percebe algo que se apaga num lugar onde todo dia nasce mais uma luz?


Mas, com o passar dos dias eu percebi que não existe uma real forma de inexistir. Você pode apagar seu passado, mudar de estado, país, planeta, galáxia… (Tá viajei...) Mas e em seu interior? A sua existência anterior ao radicalismo da mudança continuará a martelar, não adianta, erros anteriores voltarão, tristezas, alegrias e acertos. Será a sua existência dentro da inexistência. Você estar com um grande WTF na cabeça, não? Vamos simplificar...

Estou falando (ou escrevendo, whatever, você entendeu) sobre nossa existência.

A nossa consciência vai continuar existindo independentemente da nossa inexistência para os outros. Você pode fazer tudo "nas coxas" e destruir todas as coisas que você fez, manchar sua “maravilhosa imagem”, perder a confiança de todos (temos exemplos próximos e/ou recentes, não temos?).
Não adianta, as pessoas que você um dia prejudicou, ou que sabem de algo daquilo que você se envergonha, se esquecerão de você um dia, isso é fácil, basta mudar o círculo de amigos, cidade, local de trabalho. Mas e você? Se esquecerá disso?

Como citei no início do post. Jogar tudo para o alto e inexistir é muito fácil, muito facil. Mas será que conseguiremos deixar tudo para trás. Podemos até superar traumas, vergonhas, erros e até é até possível aprender com eles. Mas e esquecer? Ser outra pessoa diferente? Só apagando a própria e real existência. Sem querer ser trágico e dramático, mas só a morte nos libertaria da nossa própria existência. Então, você que leu isso, acostume-se com suas próprias frustrações, porque essa tal de vida real é aquele tipo de jogo que não tem save ou password, não tem extra-life ou credits, nem mesmo gameshark. Talvez, se isso existisse, seria muito fácil e muito sem graça...

By Tux

ps: Eu ia postar esse texto a quase um mês atrás. Estava incompleto e muito mais sem sentido, mas acontecimentos recentes (que nem são mais recentes, assim) me ajudaram a termina-lo...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vol.5 - Mulheres



Acho que todos nos esforçamos desgraçamente para quem sabe assim enriquecer, não? Talvez ficar famoso?

A verdade é que o meu objetivo, e talvez o do todos nós, é mais puramente encontrar alguem...
Eu, enquando homem, tenho vivido os ultimos tempos em função disso.
As vezes pensando o dia inteiro, algo acumulado que eu devesse, talvez, ter pensado mais a vida inteira, pelo menos até agora.

Existe um dito que, para mim, já está mais que envelhecido ‘atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher’, hoje eu diria que "na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher". Sim, é você, mulher, quem impulsiona o mundo. Você quem tem o poder e não o homem.

Mulheres, ah mulheres... Seu cheirinho é sempre gostoso, mesmo que seja só o seu xampu.

Vocês tem o jeitinho de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito e a facilidade de caber em nossos braços, nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.

Sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo, apesar disso, levam horas para se vestir... Apesar que, pensando bem, no final vale a pena... Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio ou o fato de nos darem um tapa achando que vai doer, quando não falamos o que elas querem ouvir.

É incrivel como elas estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora ou o modo que tem de sempre encontrar a nossa mão e o brilho nos seus olhos quando sorriem.

O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram ou a maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.

Sua ternura, o modo como nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza ou quando te dizemos ‘eu te amo’.

O jeitinho de dizerem ‘estou com saudades’.
As saudades que sentimos delas.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Vol.4 - O Termômetro e o Vestibular



Nenhum médico é o causador do mal que acomete seu paciente. O termômetro, muito menos. Mas o médico, dono e usuário do termômetro, é o responsável direto pela vida do doente. Fazer o possível para manter e remediar a saúde humana é dever de todo e qualquer médico.


O Vestibular, assim como o termômetro, não é o causa dor do mal que corrói o sistema educacional brasileiro. Não é culpa do Vestibular os baixos salários dos professores, a falta de material didático ou o estado lamentável de muitos prédios escolares. Não é em função do Vestibular que o Brasil compete em índice de analfabetismo com Nicarágua ou Honduras. Não é graças ao Vestibular que apenas um, em cada cem estudantes, consegue atingir e concluir o curso superior.

Entretanto, o Vestibular jamais poderia ser culpado desses males. Afinal, trata-se de um processo. Processo esse criado e dirigido por seres humanos. Senhores públicos secretários da educação – Ministro da educação, Senhores que são, estes sim, responsáveis pelo sistema educacional brasileiro.

Ora, se o termômetro indica o favorecimento de uma parcela mais rica da população, é porque há algo de errado. Mais que isso: esse algo de errado já foi detectado pelos senhores responsáveis pelo ensino no Brasil. E esses senhores, médicos do sistema educacional brasileiro, sabem da doença, mas nada fazem. Como chamar a isso? Omissão?

Os mesmos senhores que fazem o Vestibular, sabem das carteiras quebradas, dos professores mal pagos, do analfabetismo, mas lavam as mãos. E assim, o Vestibular continua barrando os jovens do morro e das favelas.

sábado, 24 de maio de 2008

Vol.3 - Pão e Circo



Todo começo de ano, parece que a única coisa que se discute na mídia é Big Brother (seguido por uma infinidade de reality shows cretinos) e o crescimento da violência. Nada de mais relevante existe nesse país, nenhum mísero problema. Excetuando os dois temas, vivemos no vácuo da rotina quotidiana: será que a partir de agora, no limiar do glorioso “novo milênio”, nossas vidas serão resumidas a acordar, trabalhar, assistir B.B. e dormir, ao mesmo tempo que desviamos de balas perdidas e escapamos de seqüestros relâmpago?


Que diabo de televisão é essa, que quando pensamos não poder ficar pior, consegue se superar e metamorfosear-se em algo homogêneo: bosta. É impressionante o salto cultural que demos em tão pouco tempo, um grande salto para cima, para cairmos direto na vala! Só estamos esperando que se dê a descarga...

Câmeras! Câmeras! Câmeras! Vivemos a cultura das câmeras! Câmeras nos bancos, câmeras de trânsito, nos shoppings, nas escolas, reality shows, onde você possa imaginar, espionando o cotidiano. Claro, a intimidade também pode ser comercializada. Talvez eles coloquem câmeras dentro das bocas dos artistas de novelas, para nos masturbarmos com o movimento das línguas. Vão colocar câmeras nas privadas, para que possamos ver como é a merda dos artistas e famosos. E no dia seguinte, uma enxurrada de inúteis programas de promoção e fofocas das vidas dos mesmos artistas e famosos, discutirá a respeito obturações e questões escatológicas. É a celebração da espionagem da vida alheia, da intimidade que não interessa a ninguém, só aos artistas, e famosos é claro, que querem se promover. Aliás muita gente questiona essa brilhante classe da sociedade receber o título de artistas. Como não? Claro que são artistas, artistas do grotesco, do patético, da arte da ostentação e da miséria mental. Nossos idolatrados modelos movidos à cocaína.

A violência também pode ser comercializada, gerando ibope. Desde os programas fasci-sensacionalistas, tipo Cidade Alerta, passando pelos telejornais, até os programas de auditório, sempre é possível espremer o tema até a última gota, sempre há um político idiota ou um convidado cretino para dar sua inútil opinião ou sua fórmula mágica para o fim do caos social. Ao mesmo tempo, os veículos de comunicação passam a “mensagem”. Repare que só se fala em investir em polícia, criar equipes gestapo-tarefa, usar desde as câmeras de trânsito até o exército contra o crime, e muitas outras perversões. É claro, essa é a prática de todo governo autoritário disfarçado de democrático: anunciar medidas de impacto para acalmar principalmente a classe média e a elite; planos incríveis que prometem resultados em poucos meses, a mesma conversa de sempre! Não podemos esquecer dos vagabundos que vivem além da realidade, e utilizam a mídia para vomitar pena de morte, mais repressão e controle, tolerância zero, etc. em arroubos coléricos em favor de sua “liberdade”.

Mas, e aqueles que moram nas comunidades? Alguém vai perguntar pra eles se dá pra dormir com granada anti-tanque estourando na porta de casa? Não! A quem interessa? É tão bonito ver a zona sul do Rio mobilizada, toda de branco pedindo paz (só gostaria de saber para quem). Mas enquanto só o pobre tomava tiro e era estuprado ninguém ia pra rua pedir paz! Ninguém fala da brutal desigualdade social, da crescente miséria, acham que vão acabar com a violência botando um policial nas costas de cada cidadão. Na verdade não querem acabar com nada, o tráfico de drogas dá lucro pra elite e a miséria é o projeto das elites globais para países como o nosso.

Em nossa sociedade da era industrial, a cultura de massas rege nossas necessidades, é a cultura do consumo. “Modelos” mostram como e o que devemos consumir para que tenhamos status, aquele que consome tem necessidades, e se ele tem necessidades deve consumir. Ficamos anestesiados, passando a vida toda em busca de sonhos, sonhos criados para nos manter correndo em círculos. O objetivo é a liberdade, mas a liberdade capitalista, do consumo, de poder ser como um dos milhares de “modelos” com os quais devemos nos identificar. Acontece que apenas uma minoria tem condições de consumir nesse país, e quando sua liberdade de consumo é impedida é que essa minoria começa a reclamar e se mobilizar. Quando o sujeito não pode andar com o relógio novo, no seu carro zero, não pode pegar dinheiro no caixa eletrônico, sofre seqüestro relâmpago, enfim, quando não é mais apenas o pobre que sofre a violência e ela chega também aos bairros da elite, é que a mesma sai às ruas e faz campanha bonita com artista de novela pedindo paz! O sonho não pode ser interrompido, eles vivem apenas para o consumo, para o ter, para a aparência e o status.

É o pão e o circo da classe média, só que o pão é vendido no shopping e o circo passa na tv. Dane-se o social! Polícia nas ruas! Policia nos morros! Mas só apontam o dedo na cara do morro: bandido! Traficante! Ninguém quer saber o que pensam, ou que a maioria daqueles que lá moram são pessoas que acordam de madrugada, pegam mais de uma condução e passam o dia dando duro, dando duro, entre outras coisas, para construir a casa em que você mora, para fazer o pão que você come todo dia, para limpar a rua em que você pisa, para te atender atrás do balcão, para vender bala no ônibus, para montar o carro e os aparelho que você usa, para deixar a classe média feliz. Pessoas que também sentem dor quando apanham da polícia, que também sofrem quando o filhos morrem de bala “perdida”.

Está na hora do nosso show da realidade, mas da realidade cotidiana, a verdadeira realidade. Nós somos os astros desse show e todos devemos sair vencedores. Passo a passo pelo caminho que leva à revolução social.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Vol.0 - Olá



Hehe iniciei o blog e esqueci de me apresentar né? Foi mau aê, como eu sei que tem gente que entra aqui e não me conhece pessoalmente (e também não comenta xD), vou me apresentar, mas como eu tô com preguiça de digitar vou colocar a minha descrição do Orkut (que fiz há um tempo) aqui e já vai servir de descrição...


Loading...

Err... Bem... Podemos começar falando minhas qualidades... Certo aqui vai: =D
Sou amigo, gosto de ajudar os outros, sou simpatico, bem humorado, gosto de dar conselhos, conversar sobre vários assuntos, eu me abalo dificilmente, tenho mente aberta, costumo me dar bem com todos e sou educado com quem merece...! :3

Até aqui tudo bem né~? ^^
Yosh... Não se assustem com a descrição q vai ser mostrada a partir daqui, ok? ;D
Eu também sou mal humorado, raivoso, temperamental, chingo feito doido, odeio acima de tudo perder, odeio gente melhor do que eu, sou sádico, adoro me meter na vida alheia, tenho múltiplas personalidades, sou folgado, odeio gente irritante, tenho manias esquisitas, sou esquisito, sou anti-social, falo e grito sozinho, tenho ataques de raiva sem motivo e criticar é quase um dom meu!!! O__O (Sim, sou a msm pessoa da descrição de antes! /o/)
Haa... Haa... Haaa... X__X
*respira*
Resumindo, sou um cara totalmente louco, mas sei agir como alguém normal... Eu não só pareço pirado na net como sou pior ao vivo. Eu gosto de gente esquisita, pq acho pessoas normais muito imbecis. Sou bem na minha e se tem algo q eu odeio são pessoas fúteis e sem personalidade... Apesar de tudo eu sou bem tímido (algumas pessoas sabem no que isso resultou). E acima de td... Eu amo animes e mangas!!! Anime/manga eh vida!!! >8D~
*idiota*
Então, olhando pelo meu perfil... Eu sou um cara mentalmente perturbado... >__<
Mas não tenham medo! Não é contagioso!!! =O (Eu acho... =|)
E ah, lembrando... Se existe alguem no mundo q me odeie... Continue sempre assim, por favor!!! xDDD
Por algum motivo, eu sinto como se ninguém me odiasse! Argh!
Isso é ruim, e eu quero ser odiado também, caraca!!! Cadê o ódio no coração das pessoas?! >=OO
Então... Agradecimentos especiais a quem me odeia! \o/
Eu odeio vocês tbm! ;*

domingo, 20 de janeiro de 2008

Vol.2 - Ilusões



Se eu chegar pra você e contar uma história mais ou menos assim:


* Tem um carinha que mora lá no polo norte
* Ele mora com a patroa dele e um monte de anões.
* Quando eles não tem nada pra fazer eles fazem brinquedos
* Então um dia antes do Natal ele enche um saco com todos os brinquedos que eles fizeram e coloca num trenózinho
* Este trenó é levado por renas voadoras sendo que uma delas tem um nariz que serve de farol
* Então ele voa de casa em casa, pousando nos telhados de cada uma e desce junto com seu saco pela chaminé.
* Ele deixa brinquedos para as crianças que moram nessas casas.
* Ele sobe de volta pela chaminé, volta para seu trenó e voa para a próxima casa.
* Ele faz isso no mundo todo numa noite só.
* Então ele volta pro cafofo dele no Pólo Norte e faz tudo de novo no próximo ano sem receber nada por isso

É claro que essa é a estória do Santa Claus (Papai Noel pros íntimos), mas vamos supor que eu tenha uns 40 anos e seja seu amigo, eu falo pra você que eu acredito nesta estória do fundo da alma e eu tento convencê-lo a acreditar nessa estória assim como eu.

Você ia achar que eu sou doido? Com certeza e com razão.

Mas porque você acharia isso? Porque cê sabe que o Papai Noel não exite, não é? Essa estória é só um conto da carochinha. Não interessa o quanto eu fale sobre o Noel, você não vai acreditar que ele existe. Como renas iriam voar? Se você for no Aurélio você verá que engano significa “Falsa crença ou ilusão, apesar de evidências em contrário”. Não se encaixa certinho?

Como você é meu amigo (o que pelo menos eu acho isso), você vai me ajudar a perceber que Papai Noel é uma ilusão. Você ia tentar me convencer fazendo perguntas simples como por exemplo:

* “Mas não tem como um trenózinho levar brinquedos pro mundo inteiro”
Eu iria falar que o trenó é mágico e poderia encolher os brinquedos
* “Como é que o Papai Noel entra nas casas que não tem chaminé? E os apartamentos?”
Eu diria que o Noel pode fazer chaminés aparecerem graças a um pó magico que ele tem
* “E se uma chaminé estiver acesa? Como é que ele desce?”
Ora, a roupa do Noel é anti-chamas e se limpa automaticamente também.
* “Como os alarmes de segurança nunca pegaram o Papai Noel?”
Papai Noel é invisível aos sistemas de segurança.
* “É Impossível ele viajar rápido o suficiente pra visitar todas as crianças numa noite só!”
Não é impossível porque Papai Noel controla o tempo.
* “Como Papai Noel sabe se uma criança foi boa o ano todo?”
Papai Noel sabe de tudo.
* “Então por que Papai Noel só dá os melhores presentes pras crianças ricas, mesmo quando foram más e nunca dá nenhum para as crianças pobres?”
Não há como compreender os mistérios de Noel já que somos meros mortais, mas ele tem suas razões. Talvez, por que, crianças pobres não conseguiriam usar brinquedos eletrônicos caros. Como elas poderiam comprar as pilhas? Então Papai Noel as poupa desse peso.

Com certeza essas seriam as perguntas que você me faria, certo? Eu respondi todas elas! Eu fico me perguntando por que você não pode ver o que eu vejo, e com certeza você se perguntaria como eu posso ser tão maluco.

Não ficou satisfeito com as minhas respostas? Por que ainda acha que eu estou enganado? Porque minhas respostas não fizeram mais do que confirmar o que você achava. Minhas respostas foram muito toscas. Para te responder, eu inventei do nada, um trenó mágico, uma roupa incombustível auto-limpante, chaminés mágicas, controle do tempo e invisibilidade mágica. Você não acredita em mim porque sabe que eu estou inventando tudo isso. As evidências em contrário são volumosas.

Deixa eu te dar outro exemplo...

* Uma noitezinha qualquer tinha um cara no quarto dele
* Do nada, seu quarto ficou iluminadopra caramba
* De repente ele viu um anjo saindo da luz e este anjo contou uma história muito legal
* Ele disse que tem umas placas de ouro enterradas em uma colina de Nova Iorque
* Nessas placas tem uns livrinhos de uma raça ancestral do povo judeu que morava na terra do MC Donalds
* Essas placas estão escritas na língua nativa desse povo.
* Um outro dia, esse anjo levou esse cara até essas placas e deixou ele levar-las pra casa
* O anjo ajudou ele a traduzir todas elas
* Depois disso essas placas fora levadas para o céu e nunca mais foram vistas
* Somente ele tem essas placas, elas contam estórias impressionantes sobre uma civilização inteira de judeus vivendo nos EUA há uns 2.000 anos atrás.
* E Jesus ressuscitado visita essas pessoas!
* Ele também mostrou essas placas para um número de pessoas que se tornaram testemunhas oculares, ele conseguiu que essas pessoas assinassem confirmando que, de fato, viram e tocaram essas placas antes de serem levadas para o céu.

E agora, o que você achou dessa estória? Mesmo que ele tenha o livro, em português, conando a estória dessa civilização judaica perdida, mesmo que tenha atestados assinados por testemunhas, o que você achou? Esta estória parece maluca também, não é?

Você poderia perguntar algumas perguntas óbvias. Como por exemplo, você poderia perguntar “Onde diabos ficam as ruínas e os artefatos desse povo judeu na América?” O livro das placas fala sobre milhões de judeus fazendo todo o tipo de coisas na América. Eles tinham cavalos, gados, carruagens, armaduras e grandes cidades. O que aconteceu com tudo isso? Ele simplesmente poderia responder que tá tudo lá, mas ainda não encontramos nada. “Nem mesmo uma cidade? Ou uma roda de carruagem? Nem um elmo?” você pergunta. Não, não encontramos nenhum sinal de evidência, mas está tudo em algum lugar. Você faz dúzias de perguntas como estas e ele vai responder a todas elas.

As pessoas (pelo menos a maioria delas) achariam que ele é louco de pedra se contasse esta estória. Eles pensariam que não tem porcaria de placa nenhuma, nem anjo, e que ele é quem teria escrito o livro. As pessoas iriam ignorar as assinaturas — já que simples assinaturas não provam nada. Ele poderia ter inventado as assinaturas tb. A maioria das pessoas ignorariam essa estória com certeza.

O que é mais interessante é que há milhões de pessoas que acreditam nesta estória de um anjo, das placas e da civilização judaica vivendo na América do Norte há 2.000 anos atrás. Esses milhões de pessoas são membros da Igreja Mórmon (parece nome de personagem de Senhor dos Anéis), cuja matriz fica em Utah (EUA). A pessoa que contou esta incrível estória se chama Joseph (Klimber xD) Smith e viveu na América no começo do século XIX (19 pros leigos). Ele contou esta estória e anotou o que ele “traduziu das placas douradas” no Livro dos Mórmons.

Se você encontrar um mórmon e perguntar sobre esta estória, ele vai te prender por horas te contando sobre ela. Eles podem responder cada uma das questões que você tiver. Ainda assim, 5,99 bilhões de pessoas que não são mórmons podem ver com total clareza que esta estória é uma ilusão. Simples assim. Você e eu sabemos com 100% de certeza que a estória dos mórmons não é nada diferente da estória do Papai Noel. E estamos certos em nossa posição, já que as evidências em contrário são volumosas.

Vamos agora pro penúltimo exemplo:

* Um homem tava sentado em uma caverna sem encher ninguem
* Uma luz (sempre ela, já reparou?) intensa surge.
* Uma voz diz: “Leia!” O homem sente como se estivesse morrendo de tanto medo.
* Então o homem (se borrando de medo) pergunta, “O que devo ler?”
* A voz diz “Leia, em nome do Senhor que criou os humanos de um coágulo. Leia que seu Senhor é o Mais Generoso. Ensinou ao homem o que este não sabia.
* O homem correu para casa, para junto de sua esposa.
* Enquanto corria para casa (ou fugia xD), ele viu uma face céu. Era um anjo e esse disse que era um mensageiro de Deus. O anjo também se identificou como sendo Gabriel.
* Em casa, naquela noite, o anjo apareceu para o homem em seus sonhos.
* O anjo apareceu para este homem de novo e de novo. Algumas vezes em sonhos, outras durante o dia como sendo “revelações em seu coração”, algumas vezes precedido por um ribombar de um sino em seus ouvidos (que fazia com que os versos fluíssem telecinéticamente de Gabriel para o homem), e algumas vezes Gabriel simplesmente aparecia em carne e osso. Alguns escribas escreviam tudo o que o homem dizia.
* Então, depois de 11 anos do primeiro encontro, Gabriel apareceu para o homem com um cavalo mágico (me dê sua força pegasus! xD). O homem subiu no cavalo, e o cavalo o levou para Jerusalém. Então o cavalo alado levou o homem às sete camadas do paraíso. O homem foi capaz de ver o paraíso e falar com pessoas nele. Então Gabriel trouxe ele de volta pra Terra.
* O homem provou que esteve mesmo em Jerusalém pelo cavalo alado respondendo corretamente perguntas sobre os prédios e pontos geográficos do local.
* O homem continuou recebendo revelações de Gabriel por 23 anos, e então elas pararam. Todas as revelações foram gravadas pelos escribas em um livro que existe até hoje.

O que achou desta estória? Se nunca a ouviu antes? Então você deve achar que não faz sentido, da mesma maneira que sentiu sobre as estórias dos mormons e do Noel. Você se sentiria da mesma maneira quando lesse o livro que foi supostamente transcrito por Gabriel, porque grande parte dele é obscuro. Os sonhos, o cavalo, o anjo, a ascenção, e as aparições de um anjo em carne e osso — você ignoraria isso tudo porque é tudo ilusão.

Mas fica de boa porque essa estória é a base da religião muçulmana, praticada por mais de um bilhão de pessoas no mundo todo. O homem é Maomé, e o livro é o Corão (ou Alcorão, tanto faz). Esta é a estória sagrada da criação do Corão e a revelação de Alá para a humanidade.

Tirando o fato de que um bilhão de muçulmanos professam algum nível de crença nesta estória, pessoas fora da fé muçulmana consideram-na uma ilusão. Ninguém acredita nesta estória porque ela é um conto de fadas. Eles consideram o Corão um livro escrito por um homem e nada mais. Um cavalo alado que voa para o paraíso? Isso não existe — existe tanto quanto renas voadoras.

Se você é cristão, por favor pare um momento agora e olhe novamente as estórias dos muçulmanos e dos mórmons. Por que é tão fácil ver essas estórias e perceber que são contos de fadas? Como você sabe, com certeza absoluta, que mórmons e muçulmanos estão enganados? Da mesma maneira que sabe que Papai Noel não existe. Não há evidências de nenhuma dessas estórias. Elas envolvem coisas mágicas como anjos e cavalos alados, alucinações e sonhos. Cavalos não podem voar — nós todos sabemos disso. E mesmo se pudesse, ele voaria para onde? O vácuo do espaço? Ou o cavalo de alguma forma se “desmaterializou” e então se “materializou” no céu? Se for isso, então esses processos foram inventados também. Cada parte destas estórias são ilusões. Todos nós sabemos disso.

Um observador imparcial pode ver como são impossíveis essas estórias. Da mesma maneira, muçulmanos podem ver que os mórmons estão enganados, mórmons podem ver que os muçulmanos estão enganados, e cristãos podem ver que ambos estão enganados.

Agora deixe-me contar uma última estória:

* Deus inseminou uma virgem chamada Maria, para poder encarnar seu filho no nosso mundo.
* Maria e seu marido, José, tiveram que viajar para Belém para se cadastrarem para o censo. Lá, Maria deu à luz o filho de Deus.
* Deus pôs uma estrela no céu para guiar pessoas até o bebê.
* Durante um sonho, Deus diz a José para pegar sua família e ir para o Egito. Então Deus parou e assistiu enquanto Herodes matava milhares e milhares de bebês em Israel na tentativa de matar Jesus.
* Como um homem, o filho de Deus alegou ser o próprio Deus encarnado. “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida”, ele disse.
* Este homem fez muitos milagres. Ele curou um monte de pessoas doentes. Ele transformou água em vinho. Esses milagres provam que ele é Deus.
* Mas um dia ele é sentenciado à morte e morto em uma crucificação.
* Seu corpo foi colocado em uma tumba.
* Mas três dias depois, sua tumba estava vazia.
* E então o homem, vivo mais uma vez mas ainda com seus ferimentos (para que quem duvidasse pudesse vê-los e tocá-los), apareceu para muitas pessoas em muitos lugares.
* Então ele ascendeu ao paraíso e agora senta à direita de Deus, seu pai todo-poderoso, para nunca mais ser visto.
* Hoje você pode ter um relacionamento pessoal com o Senhor Jesus. Você pode rezar para este homem e ele irá atender suas preces. Ele irá curar doenças, resgatar de emergências, ajudar a fazer negócios e decisões familiares importantes, confortá-lo em épocas de sofrimento e preocupação, etc.
* Este homem também lhe dará a vida eterna, e se você for bom, ele tem um lugar reservado no paraíso para depois que você morrer.
* A razão para que saibamos que isso tudo é verdade é porque, depois que Jesus morreu, quatro homens chamados Marcos, Lucas e João escreveram fatos sobre sua vida. Seus atestados escritos são a prova de que essa estória não é lorota.

Esta, claro, é a estória de Jesus. Você acredita nesta estória? Se você é um cristão, você provavelmente acredita. Eu poderia lhe fazer perguntas por horas e você iria me responder a cada uma delas, da mesma maneira que eu respondi todas as do Papai Noel que meu amigo perguntou na primeira estória. Você não consegue entender como alguém pode questioná-la, porque é óbvio demais para você.

Aqui está algo que eu gostaria que você que tá lendo entendesse: as quatro bilhões de pessoas que não são cristãs olham para esta estória cristã da maneira exata que você olhou para a estória do Papai Noel, dos mórmons e dos muçulmanos. Em outras palavras, há quatro bilhões de pessoas que estão fora da "bolha" cristã, e elas podem ver a realidade claramente. O fato é que a estória cristã é apenas uma ilusão.

Como que quatro bilhões de não-cristãos sabem, com certeza absoluta, que a estória cristã é uma ilusão? Porque a estória cristã é igual às outras estórias anteriores. Não há inseminação mágica, estrela mágica, sonhos mágicos, milagres mágicos, ressurreição mágica, ascenção mágica, e assim por diante? Pessoas fora da fé cristã olham para esta estória e percebem os seguintes fatos:

* Os milagres supostamente “provam” que Jesus era Deus, mas, previsivelmente, esses milagres não deixaram nenhuma evidência tangível para examinarmos e verificarmos cientificamente hoje. Eles todos envolvem curas milagrosas e truques mágicos.
* Jesus ressucitou mas, previsivelmente, ele não aparece para ninguém hoje em dia, incrível né?.
* Jesus ascendeu ao paraíso e responde às nossas preces, mas, previsivelmente, quando rezamos para ele nada acontece. Podemos analisar estatisticamente e perceber que orações nunca são atendidas, nunca mesmo.
* O livro onde Mateus, Marcos, Lucas e João dão seus testemunhos existe mas, previsivelmente, está repleto de problemas e contradições, aliás é só ler que você vê isso.
* E etc.

Em outras palavras, a estória cristã é como os outros três exemplos que eu fiz você ler.

Agora, olhe o que está acontecendo dentro da sua cabeça bem agora. Eu estou usando evidências verificáveis e sólidas para lhe mostrar que a estória cristã é falsa. Entretanto, se você é um cristão praticante, você pode provavelmente sentir a sua “mente religiosa” se sobrepondo à sua mente racional e seu bom senso. Por quê? Por que você é capaz de usar seu bom senso para rejeitar as estórias do Papai Noel, dos mórmons e dos muçulmanos, mas não a estória cristã, que é igualmente absurda?

Tente, só por um momento, olhar para o cristianismo com o mesmo nível de ceticismo que você usou nas três estórias acima. Use seu bom senso para perguntar algumas questões simples para sí mesmo:

* “Há alguma evidência física de que Jesus existiu?” Não. Ele se foi sem deixar nenhum traço. Seu corpo “ascendeu ao paraíso”. Ele não escreveu nada. Nenhum de seus milagres deixaram qualquer evidência permanente. Não há literalmente nada.
* “Há alguma razão para acreditar que Jesus fez mesmo aqueles milagres, ou que ele ressuscitou, ou que ele ascendeu ao paraíso?” Nâo há razão nenhuma para se acreditar nisso mais do que temos para acreditar que Joseph Smith encontrou as placas douradas em Nova Iorque, ou que Maomé montou um cavalo alado indo ao paraíso. Provavelmente menos ainda, se levarmos em conta que a estória de Jesus se passou há 2.000 anos e a de Joseph Smith se passou somente há 200.

Ninguém além de crianças pequenas acredita em Papai Noel. Ninguém além dos mórmons acredita em Joseph Smith. Ninguém além dos muçulmanos acredita em Maomé e Gabriel. Ninguém além dos cristãos acredita em Jesus e sua divindade.

Portanto, a questão que eu deixo aqui para você é muito simples: Por que humanos podem detectar contos de fadas com completa certeza quando elas vêm de outras fés, mas não podem detectá-los quando vêm da própria fé? Por que eles acreditam que seus próprios contos de fadas estão certos enquanto tratam os outros como absurdos? Por exemplo:

* Cristãos sabem que quando os egípcios construíram pirâmides gigantes e mumificaram os corpos dos faraós, que aquilo foi uma completa perda de tempo — senão cristãos construiriam pirâmides.
* Cristãos sabem que quando os astecas arrancavam fora o coração de uma virgem e comiam-no, não acontecia nada — senão cristãos matariam virgens.
* Cristãos sabem que quando os muçulmanos se viram para Meca para rezar, que aquilo não faz sentido — senão cristãos se virariam para Meca quando rezassem.
* Cristãos sabem que quando os judeus evitam misturar carne com leite e derivados, eles estão perdendo seu tempo — senão o X-Burger não seria uma obsessão americana.

Ainda assim, quando cristãos olham para sua própria religião, eles estão, por algum motivo, cegos. Por quê? E não, isto não tem nada a ver com o fato da história cristã ser verdadeira. Sua mente racional sabe disso com certeza, assim como quatro bilhões de pessoas

domingo, 6 de janeiro de 2008

Vol.1 - Reveillon


Todo mundo ficou o tempo todo ouvindo falar de Reveillon(com certeza o Re é de repetitivo e Veillon é de velhão, ou seja, algo velho e repetitivo), de onde veio esse nome? Acho que é Francês, tanto faz, o fato mesmo é que quase ninguém consegue escrever isso. É uma espécie de Dejá vù compulsivo, temos até que desejar feliz ano novo a aquela vizinha que vive fazendo fofoca de você.

Religião neste período do ano é um tremendo saco, nem Jesus agüenta!

Tem também a retrospectiva do ano que é a forma que a televisão brasileira e também mundial tem de nos mostrar o quanto o ano foi ruim, deprimente e desencorajador exibindo o pior que aconteceu, desde de resumo de novelas ficticias, acidentes trágicos, casamento de famosos e quando isso tudo não consegue tirar o animo do telespectador eles exibem filmes repetidos, retardados e sem lógica...

O Reveillon começa, na verdade no Natal, pois dia 31 comemos restos do dia 24, nesse celebre dia é onde enchemos nossa casa com aqueles parentes que falaram mau da gente o ano inteiro, que comem, bebem, peidam, vêem televisão a vontade, falam mau dos parentes que não vieram, enchem a pança de peru e vão embora com as caras mais lavadas do mundo agradecendo pela memorável noite, e com certeza absoluta, vão se esquecer no dia seguinte.

No intervalo entre os dias 25 de Dezembro e o dia 31 de Dezembro é um periodo totalmente vazio, nada acontece ninguém morre, ninguém nasce, ninguém trepa e as unicas noticias são: "Veja hoje no jornal os preparativos pro fim de ano".

A dia da virada (no bom sentido é claro, mas isso depende de quanto você bebeu), é um dia em que você passa o dia todo na praia até dar meia noite quando dá a maldita meia noite você abraça o povo e perde a carteira e a vergonha (não necessariamente nessa ordem).

Vem os fogos, com aquele fedor de pólvora característico (mas no Rio de Janeiro os tiros também geram este odor xD). Champanhe pra tudo quanto é lado (menos no copo), fogos queimando (as pessoas), isso tirando os arrastões, pancadarias, seqüestros relâmpagos e as varias maravilhas que vemos nas noites. E quando dá meia noite você tem que dar um jeito de ir embora se não no dia seguinte vai aparecer no jornal todo morgado sem carteira, isso se não aparacer como cidadão morto cheio de urubu em cima.

Mas não importa onde você está no Brasil, pois o mais deprimente deste dia é ficar em casa pois as emissoras de TV fazem matérias especias pra mostrar o que você tá perdendo pelo mundo (enquanto na sua cidadezinha há no máximo, fogos de artifício de 3 tiros) e pra fazer você tentar suicídio, tocam bastante Roberto Carlos.

Ah antes que eu me esqueça,
Feliz Ano Novo